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BRASIL , Centro-Oeste , BRASILIA , ASA NORTE , Mulher , de 36 a 45 anos , Portuguese , English , Arte e cultura , Cinema e vídeo , animais |
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Nossos sonhos, perversões submersas,
a navegar silábicos mantos,
tramas, viagens, segredos.
Distâncias que nos aproximam.
Sou o princípio,
és o fim.
Me ouve, sou tua,
seja em corpo ou sem ele.
Teu prazer, alvo.
Veste-me e despe-me.
Transita por mim,
hóspede breve
e habita-me
Thereza Christina Motta
Nem conhecia o amor.
Eu fui obrigada a conhecer o avesso do mundo.
Pra sobreviver a dor de não entender o que tinha acontecido,
é dor de te perder, tudo.
Eu tive que nascer pra vida da cidade.

Não a vida social,
mas a vida da cidade e de seus cantos esquecidos.
O lixo do lixo.
Eu me perdia pela cidade, anônima, e esse anonimato era um vício.
Eu não ter meu Nome me absolvia de tudo.
Eu me embebedava do desejo cego por qualquer um...
E assim, eu me iniciei na solidão coletiva
dos que não têm nada a perder.
Mas, talvez, eu tenha até mais que os outros
a tentação de corresponder ao bem.
Uma tentação tão grande e absoluta,
um desejo de corresponder de forma tão total,
que paradoxalmente me tornou
e me torna escrava cega de minha escuridão.
E quando essa escuridão me possui,
eu até a confundo com uma espécie de bem-aventurança.
Texto do Show Pássaro DA Manhã/Maria Bethânia
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Se duvidas que teu corpo
Se o que vês no meu olhar | |||
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